Sexta-feira, 15 de NOVEMBRO de 2019

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inauguração do parque eólico

Placa marca a inauguração do Complexo Eólico do Pontal | Fotos: Rodrigo Becker

COM VÍDEO | Viamão com a luz que os ventos dão

por Rodrigo Becker e Guilherme Klamt | Publicada em 11/08/2017 às 19h45| Atualizada em 21/08/2017 às 09h44

Inauguração do Complexo Eólico do Pontal, num investimento de mais R$ 330 milhões, mostra que a indústria da energia renovável veio pra ficar em Viamão. E que vento nenhum a derrube

 

Quando o seu José Carlos de Abreu, 70 anos, era sou um guri em calças curtas, sua avó lhe dizia que ele tinha que deixar o Pontal – lá na costa doce do Guaíba, em Itapuã – para estudar porque não era possível viver de vento.

Estava enganada.

Hoje, décadas depois, seu Abreu era um dos convidados de honra da cerimônia de inauguração oficial do Complexo Eólico do Pontal – um conjunto de três parques que comportam 25 aerogeradores fabricados pela General Eletric, gerando por ano quase 200 mil MWh de energia elétrica todos os dias. O mesmo que consome uma cidade de 320 mil habitantes – ou seja, uma Viamão e mais um pouco.

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Todo o complexo inaugurado nesta sexta-feira pertence à Enerplan, uma empresa subsidiária do Grupo Oleoplan que, em 1979, começou a processar grãos de soja e hoje, literalmente, vive de vento – e os parques eólicos instalados no Pontal de Itapuã são a prova disso. Não só de vento, diga-se: a Oleoplan, hoje, é uma das maiores empresas nacionais processadoras de biocombustível. Começou lá atrás com 3 caminhões de soja por dia; agora são 90.

– Nosso negócio está baseado na produção de energia renovável. Os biocombustíveis vieram primeiro e, nessa linha, chegamos à energia eólica. O mesmo vento que bagunça nossos cabelos está gerando eletricidade nos aerogeradores agora – explica o dono da companhia, Irineu Boff.

 

Irineu Boff, presidente do Grupo Oleoplan, da qual a Enerplan é subsidiária

 

Boff foi o ciccerone de meia centena de autoridades e convidados, entre elas o governador José Ivo Sartori e a primeira-dama Maria Helena. Juntos, puderam conferir de perto o gigantismo dos aerogeradores da Enerplan e a força dos ventos que os movem. Perto das 11h da manhã, assim que a mesa foi formada com a chegada do governador, rajadas fortíssimas varreram as planícies do Pontal, dando as boas-vindas ao empreendimento e quase pondo em risco a estrutura provisória montada para o evento.

– Vou ser breve porque estão avisando que não está muito seguro aqui – avisou o governador, em meio a fala, sob risos um tanto tensos.

– É um ciclone – brincou Rogério Wallau, diretor executivo e gestor do projeto Pontal e demais empreendimentos eólicos da Enerplan.

Era brincadeira, mas tinha um fundinho de verdade.

 

Confira os principais momentos da cerimônia no vídeo do Diário:

 

 

Ventos são uma indústria. E Viamão o melhor endereço

 

Pé de vento a parte, ao longo do Pontal ou em quase todos os 100 quilômetros de costa doce que pertencem a Viamão, estão os melhores pontos do Estado para a implantação de parques eólicos. Primeiro porque o espaço é amplo e sem conformação urbana. Segundo, porque é perto da água, onde o vento mantém seu direcionamento sem desvios ou resistências. E, terceiro, porque a água é doce – o que evita a corrosão dos aerogeradores como o que acontece em lugares como Osório, por exemplo, que fica muito perto do mar e sua implacável maresia.

– O que falta para expandir mais é tecnologia – avalia Wallau.

Ele também é presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, a ABEEólica em sua seção gaúcha. E explica:

– Nosso parque usa o que há de mais moderno em termos de aerogeradores. Vamos estudando o comportamento deles e da própria natureza do local para, no futuro, usar novos e mais modernos ainda.

– Isso pode gerar economia na geração de energia e mais competitividade na hora de participar dos leilões da Eletrobrás.

A equação-Wallau é relativamente simples: com a implantação dos parques, a indústria aprende mais sobre materiais, especificações técnicas, altura e resistência dos ventos. E, depois, aplica nos novos parques. A cada ciclo, cai o custo final da energia produzida porque ela é produzida com mais eficiência.

Quanto mais eficiente é a produção, mais barata a energia fica.

– Energia limpa, renovável e barata é o que todo mundo quer - lembra o governador Sartori, feliz com a ideia de que o Rio Grande do Sul pode desfrutar de uma condição sólida e crescente no cenário de energia eólica em todo o país.

 

Logo na chegada, governador Sartori foi recebido por comitiva local. O vento já era forte - repare nos cabelos

 

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Energia do Pontal fica em Viamão

 

E para quem acha que Viamão não vê a cor dessa energia toda – ou a luz dela –, o engano é maior ainda.

– Toda a energia produzida aqui vai para a Estação Alvorada III, em Viamão. De lá, é distribuída para a cidade e o excedente abastece o sistema – explica Rogério Wallau.

– Essa energia produzida aqui é um diferencial para Viamão crescer. Podemos oferecer às indústrias e as demais empresas uma garantia energética para se instalarem na cidade – lembra o prefeito André Pacheco, a única autoridade local a ocupar a tribuna de honra.

– Esse investimento coloca Viamão no cenário da energia eólica do país, é bom para cidade e bom para o Estado. Que os ventos da prosperidade continuem soprando para o nosso lado! – brincou.

 

 

Tainá Rios

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