Terça-feira, 11 de DEZEMBRO de 2018

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Silvestre Santos, experimentou o Bolt EV, modelo 100 % elétrico da GM de Gravataí

COM VÍDEO e FOTOS | Testamos o carro elétrico da GM

por Silvestre Silva Santos | Edição de imagens: Guilherme Klamt e Divulgação/GM | Publicada em 16/08/2018 às 10h25| Atualizada em 12/09/2018 às 15h38

A manhã da última quarta-feira foi de intensa atividade na fábrica da General Motors (GM) no complexo automotivo capitaneado pela montadora que tem sede nos Estados Unidos. Além de a unidade de produção de Gravataí receber pela segunda vez a certificação por redução no consumo de energia, apresentou para um grupo de profissionais da imprensa o carro Bolt EV, modelo 100% elétrico da marca.

A gerente de energia da GM América do Sul, Gláucia Roveri dos Santos, lembrou que esta segunda certificação se deu porque a fábrica de Gravataí alcançou mais de 10% (10,2% no total) de redução no consumo de energia em apenas quatro anos, quando a meta era atingir este índice no prazo de cinco anos. O outro certificado da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos foi conquistado em 2014.

De acordo com a gerente Gláucia, o montante da energia economizada nesse período apenas pela fábrica de Gravataí é suficiente para atender à demanda de 9.550 moradias pelo período de um ano. Ela lembrou também que 140 certificados já foram entregues para fábricas da General Motors – num total de 72 unidades – espalhadas por diversos países. Algumas, como a de Gravataí, receberam a distinção mais de uma vez.

Para o repórter, Gláucia garantiu que dá para reduzir ainda mais o consumo e ampliar a eficiência energética.

--- Reduzir ainda mais é possível, sim. Não é tão simples daqui para a frente quanto foi até agora porque quanto mais se reduz mais difícil fica reduzir mais. É trabalho duro, não tem mágica. É a ação de todos que olham para os mínimos detalhes, e não uma imposição que vem de cima --- explicou.

 

: O certificado recebido pela fábrica da GM de Gravataí

 

: Gláucia com o diretor do complexo da GM Gravataí, Luiz Messa, e o diretor de Comunicação Corporativa da GM América do Sul, Nelson Silveira

 

Confira o vídeo com a reportagem do Seguinte:, site parceiro do Diário, sobre o evento desta quarta na fábrica da GM.

 

COMO CHEGAR LÁ

 

A meta foi atingida através de uma série de ações em diversas áreas e etapas da produção da unidade GM de Gravataí

 

1

Desligamentos programados de energia elétrica

 

2

Automação e monitoramento constante dos processos de produção

 

3

Implantação de sistema de iluminação mais eficientes com uso de lâmpadas de LED

 

4

Substituição dos queimadores da pintura de veículos

 

5

Substituição do sistema de refrigeração do restaurante central por novos e mais econômicos equipamentos

 

6

Instalação de inversores de frequência, que fornecem a energia de acordo com a necessidade do momento

 

7

Substituição dos equipamentos de moto-bombas por novos e, também, mais econômicos

 

E o carro

 

No mesmo evento da manhã desta quarta-feira (15/8) o diretor de Engenharia da General Motors da América do Sul, Plínio Cabral Jr, apresentou o Bolt EV, modelo de carro dotado de alta tecnologia e o único da marca com propulsão totalmente elétrica. O carro foi lançado no final de 2016 nos Estados Unidos, onde é vendido a cerca de 40 mil dólares, e ainda não tem previsão de chegar ao mercado brasileiro.

--- Ainda não tem nada definido sobre quando começam as vendas deste modelo no Brasil, nem sobre o preço --- disse o diretor de Comunicação Corporativa da GM América do Sul, Nelson Silveira.

Plínio explicou os detalhes que fazem do Bolt destaque em tecnologia embarcada, com um computador de bordo avançado e sistema de propulsão baseada em uma bateria com 435 quilos, de lítio, e que fica no assoalho do carro. O Bolt tem autonomia de 383 quilômetros que pode se estendida conforme o motorista usa o sistema de renegeração, que se dá durante a desaceleração ou frenagem do veículo.

Nesta manhã, por exemplo, quando começou a ser pilotado pelos jornalistas que participaram do test-drive o Bolt EV tinha uma autonomia de 324 quilômetros. Depois de aproximadamente 10 voltas pelo circuito interno – pátio da GM – onde era permitida aceleração máxima e freadas mais fortes, o carro ainda tinha energia para rodar mais 320 quilômetros aproximadamente.

 

Ficha técnica – Chevrolet Bolt

 

Motor: elétrico, 200 cv, baterias de íons de lítio, 60 kWh, 3 conjuntos com 96 células

Câmbio: transmissão direta, dianteira

Suspensão: independente, McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)

Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)

Direção: elétrica

Pneus: alumínio, 215/50 R17

Dimensões: comprimento de 416,6 centímetros; largura de 176,5 centímetros; altura de 159,5 centímetros; entre-eixos de 309,6 centímetros; peso da bateria, 435 quilos; peso do carro, 1.616 quilos e porta-malas de 478 litros

Desempenho: 0 a 96 quilômetros por hora em 7 segundos e autonomia de 383 quilômetros segundo a GM

 

EM FOTOS

 

: Chevrolet Bolt, um elétrico com autonomia de quase 400 quilômetros

 

: Recarga rápida de 30 minutos garante uma rodagem de 145 quilômetros


: Em uma tomada de 220 volts as baterias precisam de até nove horas para carregar 

 

: Retrovisor interno: uma câmara pode substituir o espelho

 

: Os bancos dianteiros e traseiros são aquecidos

 

: Câmbio joystick traz sofisticação e mais tecnologia ao interior

 

: Central multimídia permite acompanhar consumo de energia

: Baixo centro de gravidade: o conjunto de baterias está no assoalho do Bolt

 

Minha impressão

 

Pilotar um carro elétrico, obviamente que em nada se assemelha ao ato de conduzir um modelo convencional. Em primeiríssimo lugar pelo silêncio. Não se ouve ruído de motor. O único som perceptível é do atrito do carro com o vento. E, depois, pelo conforto, facilidade de dirigir e tecnologia disponível. Mal comparando, hoje estive no comando de uma nave espacial mesmo estando habituado a pilotar um monomotor. Não conheço os elétricos das outras marcas, mas fiquei bastante impressionado com o Bolt.

Infelizmente, não creio que seja um carro que deve chegar tão cedo ao Brasil. Principalmente por causa do preço. Enquanto nos Estados Unidos é um carro vendido na faixa dos 40 mil dólares, ou cerca de R$ 156.400,00 pelo câmbio de agora à tardinha (R$ 3,91 para cada dólar), no Brasil ele não chegaria às ruas por menos de R$ 270 mil, ou quase R$ 300 mil, considerando as taxas alfandegárias e a pesada tributação imposta pelo governo brasileiro.

Mas que é uma tendência, isto é! Mais: a utilização da energia elétrica na motorização automotiva é um caminho sem volta. E nesse aspecto considero que o Bolt, da GM, é um excelente carro, mesmo que ainda exista um longo caminho a ser percorrido até que se chegue ao tamanho e peso ideais da bateria com uma autonomia que seja, no mínimo, o dobro da que é oferecida neste modelo da General Motors.

 

Depois do Volt, em 2011, colunista dirigiu hoje um Bolt EV

Tainá Rios

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