Sexta-feira, 06 de DEZEMBRO de 2019

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economia

Companhia que comprou a rede de hiper e supermercados vai investir R$ 1,2 bilhão na modernização e ampliação de suas lojas no prazo de um ano e meio.

O Big virou Walmart, que vai virar Big de novo

por Silvestre Silva Santos | Publicada em 12/08/2019 às 17h32| Atualizada em 16/08/2019 às 11h51

Nova reviravolta na área supermercadista envolvendo as maiores bandeiras que operam em Viamão: ddepois de anunciado e iniciado o plano de reformulação da rede com adoção de novas estratégias e mudança de nome para Walmart – todos os estabelecimentos da rede passariam a ter este nome num prazo de quatro anos a contar de 2017 – o que era Big ou Nacional e que passou a se chamar Walmart voltará a ser Big nos próximos meses.

Ou seja, o Walmart terá novo nome e a marca deve desaparecer do país até o primeiro semestre de 2020. Foi o que confirmou agora pela manhã a direção do Grupo de Investimento Advent, o mesmo que comprou as lojas Quero-Quero, grupo nascido aqui mesmo no Rio Grande do Sul e que tem matriz na avenida Flores da Cunha, em Cachoeirinha.

A nova marca corporativa, segundo o comunicado, é Grupo Big, e a companhia gestora, dona de 80% da rede desde o começo do ano passado (20% ainda pertencem aos americanos) anunciou também o investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos 18 meses para modernização e ampliação de lojas.

 

IMPORTANTE

 

Nesta manhã desta segunda-feira (12/8), o presidente da companhia, Luiz Fazzio, comunicaria as mudanças aos funcionários das lojas e também enviaria carta à indústria, leia-se: fornecedores.

 

Como vai ficar

 

Os hipermercados Walmart nas regiões Sul e Sudeste passam a se chamar Big, enquanto no Nordeste as lojas do Hiper Bompreço se transformarão em Big Bompreço. A conversão envolverá 127 hipermercados. Cerca de 100 pontos migram para as duas novas marcas do Big até junho de 2020 e o restante deve mudar para Maxxi Atacado (atacarejo) e Sam's Club (clube de compras), ambas do grupo.

Em relação aos supermercados haverá uma nova divisão: os pontos no Nordeste passarão a se chamar Super Bompreço (eram apenas Bompreço), e nos demais estados as lojas devem virar – ou voltar a ser! – Nacional, rede que já opera no Rio Grande do Sul. Desta forma, a marca Mercadorama (seis lojas no Paraná) deixará de existir. Ao final, o grupo terá 109 supermercados das duas marcas contra as 412 lojas de hoje.

A reorganização dos supermercados vai ocorrer só no segundo semestre de 2020, após concluída a primeira fase com os hipermercados, prometida para os seis primeiros meses do ano que vem. 

--- Numa transformação deste tamanho tenho que escolher o que vou fazer primeiro. A palavra que mais repito aqui é foco. Deixar de lado o que não importa para fazer o que realmente precisa --- disse presidente da companhia, Luiz Fazzio, na primeira entrevista à imprensa desde que a rede Walmart no Brasil foi comprada no começo de 2018.

 

Qual a razão?

 

1

Sobre a decisão de interromper o uso da marca Walmart, há razões econômicas. A empresa paga royalties mensais aos americanos, de 0,7% sobre as vendas, pelo uso da marca, segundo apurou o jornal Valor Econômico.

 

2

O fim do pagamento tem efeito positivo e direto na margem de lucro. O Grupo Big vai continuar pagando royalties (que não chegam a 0,7%) apenjas pela marca Sam's Club, que pertence ao Walmart.

 

3

Com a reestruturação, o total de marcas de redes do grupo passa de nove para sete. Ao fim das conversões das lojas, serão 433 unidades, frente às atuais 412 (o aumento envolve aberturas de Sam's e Maxxi no período).

 

4

Questionado sobre a redução discreta do portfólio, Fazzio fala do resultado de pesquisa com 580 pessoas em cinco estados, realizada no fim do ano passado, que aponta que Bompreço e Big são nomes fortes, com relação de afetividade com cliente em suas regiões.

 

Quem é Fazzio

 

O presidente do – agora – Grupo Big já foi CEO da C&A e do Carrefour Brasil, além de diretor do Makro e do Grupo Pão de Açúcar.  Ele está na rede (Walmart sob controle do Grupo Advent) há um ano.

 

E os preços?

 

A estratégia é reorganizar o portfólio para ampliar receita e reduzir custos e, então, recuperar rentabilidade. Há um plano chamado Projeto Fênix, coordenado pelo diretor comercial, o francês Daniel Mora, ex-executivo global do Carrefour. Trata-se de um plano implementado por Fazzio no Carrefour, entre 2009 e 2013.

O objetivo é ampliar a lucratividade por meio de redução de custos, e não por aumento de preço. Renegociações com a indústria já foram abertas e parte da equipe do comercial foi trocada. Foram retomados acordos de bonificação por venda junto aos fabricantes, algo que não existia mais.

 

INTERESSANTE

 

1

Deve ser trocado, até o fim de março de 2021, o sistema de tecnologia que conecta as caixas registradoras das lojas aos centros de distribuição de produtos.

 

2

Hoje, isso é gerido a partir da sede da rede Walmart, em Bentonville, no Arkansas, Estados Unidos. Vai ser ressuscitado o gerenciamento via antigo sistema Bompreço.

 

3

Recentemente houve um problema no sistema, em Bentonville, que parou os caixas no Brasil. Foi preciso esperar em uma fila de outras lojas para que a situação fosse resolvida.

Tainá Rios

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