Sabado, 16 de DEZEMBRO de 2017

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

nadando contra a dificuldade

Viamonenses vencem Paraolimpíada Escolar Brasileira

por Vinicius Ferrari com contribuição de Lucas Garske | Publicada em 05/12/2017 às 16h43| Atualizada em 13/12/2017 às 15h26

A superação e o desejo de vencer são fundamentais na prática de qualquer modalidade esportiva, do xadrez a luta. São estas algumas das sensações que permitem que o atleta supere sua capacidade, extrapole seu condicionamento físico e que vença seus objetivos dentro da quadra, campo, ringue, tatame, pista ou piscina. Quando falamos de paratletas, o desejo de vencer no esporte se mistura com a necessidade de vencer na vida também e é impossível falar destes esportistas sem conhecer suas histórias de vida.

O Diário de Viamão foi até a piscina do Clube dos Casados, no centro de Viamão, para acompanhar o treino do Projeto Chuá, que desde 2005, fomenta a prática da natação entre crianças e jovens com deficiência física e mental do município de Viamão. Lá conhecemos a história de dois personagens inspiradores: Emily Cannez e Derick Santos, paratletas viamonenses que trouxeram medalhas de prata, bronze e ouro nas Paraolimpíadas Escolares deste ano que aconteceu em São Paulo/SP.

 

 

Emily Cannez tem 14 anos e estuda na escola Castelo Branco, no Fiúza. A menina tem uma doença congnitiva que afeta sua capacidade cerebral e entrou na natação quando ficou sabendo do projeto Chuá através das aulas de reforço escolar. Depois de dois anos no projeto Emily coleciona mais de quinze pódios em sua carreira de nadadora paraolímpica e o sonho de seguir na profissão.

- Sou imensamente grata pelo projeto por ter me apresentado o esporte. A natação hoje é a minha vida! – conta sorridente a menina que conquistou medalha de prata no 50m/costas e bronze nos 50m/livre na Paraolimpíada Escolar.

 

“Quero estar em Tóquio em 2020”

Era um dia comum na vida de Dérick e sua mãe Cláudia: os dois atravessavam a rua depois de uma visita a avó quando um carro perdeu o controle e pegou o menino em cheio. Dérick precisou ficar internado por oito meses no hospital para se recuperar do acidente e combater uma trombose que atacou suas pernas. Para evitar que a infecção se espalhasse pelo corpo os médicos precisaram amputar grande parte da perna direita e mais um pedaço do pé esquerdo. A recuperação foi dolorosa e demorada, mas tudo ficou mais fácil quando, depois de dois anos do acidente, Dérick descobriu através de uma parente o projeto Chuá e começou a fazer as aulas três vezes por semana.

Hoje com treze anos, o viamonense se divide entre as aulas no 7º ano do colégio Alberto Pasqualini, na Santa Isabel, com os treinos de natação. Quando perguntamos como é o relacionamento do Dérick com os outros colegas e se eles sabem que o menino é um atleta a mãe foi enfática em dizer:

- Claro! Os alunos e professores acompanham o Dérick pelas redes sociais e todos vibram muito com cada conquista. No Facebook o Dérick tem muitos amigos de vários lugares e isso é muito bom pra ele – conta Cláudia.

Quando não há competições, Derick treina no Clube dos Casados e quando os torneios se aproximam o garoto se desloca até as piscinas oficiais em Porto Alegre, para os treinos mais pesados e de familiaridade com a piscina de tamanho oficial.

 

 

Em São Paulo Derick conquistou medalha de ouro nos 50m/costas e 50m/livre e este é só o começo dos sonhos do menino.

- Meu sonho é estar em Tóquio em 2020 representando o Brasil nas Paraolimpiadas – disse com um largo sorriso no rosto.

 

O projeto Chuá

Tudo começou quando a educadora física, e entusiasta da natação, Geneci Wiest juntou alguns alunos da APAE para nadarem nas piscinas do Clube dos Casados. A idéia era introduzir uma rotina de esportes na vida das pessoas com deficiência que frequentavam a APAE e melhorar o condicionamento físico destas pessoas. O projeto cresceu e deu tão certo que hoje não são atendidos apenas os alunos da instituição, mas sim qualquer pessoa com deficiência que queira participar. Ao total são 42 nadadores e oito atletas paraolímpicos que competem em torneios dentro e fora do Rio Grande do Sul.

- Os benefícios são evidentes, os alunos socializam mais e por consequência sonham mais também. Este projeto realmente mudou e muda a vida de muita gente – conta Geneci.

Para manter o projeto a educadora conta que cobra uma pequena taxa das famílias e também aceita doações de todos os tipos, principalmente de tocas, maiôs, óculos e materiais de piscina pois são insumos que deterioram muito facilmente com a exposição diária ao cloro da piscina.

Para ajudar o projeto Chuá você pode entrar em contato com a Geneci através do telefone (51) 9.8402.1900.

 

 

 

Administrativo/comercial
51 3046-6114 - Ramal: 200
Redação
51 3046-6114 - Ramal: 202

redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari - repórter
Guilherme Klamt - repórter/imagens
Silvestre Silva Santos - editor/economia
Maiara Tierling - administrativo/comercial
Rosângela Ilha - diretora
Roberto Gomes - diretor
Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS