Sexta-feira, 17 de AGOSTO de 2018

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cooperativismo

Jairton Nunes, presidente da Coopernorte

Coopernorte da energia e da tecnologia

por Vinicius Ferrari | Publicada em 21/03/2018 às 09h16| Atualizada em 22/03/2018 às 16h32

Imagine um mundo sem televisão, rádio, luz elétrica, internet ou celular. Um mundo em que banho quente só é possível se você aquecer a água no fogão a lenha. A energia elétrica, que para a minha geração parece algo indispensável, como a água ou o ar, era considerado algo supérfluo e caro há apenas 40 anos atrás na zona rural de Viamão. A CEEE não conseguia alcançar as comunidades mais distantes do centro da cidade e por este motivo se fez necessário a criação da Coopernorte, uma cooperativa que nascia com a ousada missão de levar energia elétrica para o interior da enorme Viamão.

Mais de vinte anos depois o então funcionário da Patrulha Rural da prefeitura, Jairton Nunes, ao visitar as comunidades de Águas Claras se deparou com reclamações recorrentes dos associados da cooperativa: sempre que adquiriam maquinário novo para a lida no campo precisavam trocar os equipamentos elétricos de uso comum da comunidade, e arcar com as despesas com recursos próprios. Ou seja, gastavam na compra do equipamento e na adequação da energia para colocar em funcionamento. Foi assim que em 2009 foi se aproximando da cooperativa até assumir a vice-presidência. Em 2012 formou uma chapa de oposição ao próprio ex-companheiro e venceu as quatro chapas inscritas. Em 2015 venceu mais uma vez, mas agora contra apenas uma chapa e no próximo sábado,  24, a Coopernorte se prepara para escolher mais uma vez quem vai comandar a cooperativa. Apenas a chapa de Jairton se inscreveu.

- Isso mostra o quanto o nosso trabalho é respeitado pelos cooperativados – diz o mandatário.

De uma pequena empresa, criada para levar luz aos confins do município, a Coopernorte se tornou uma das maiores cooperativas do Estado. Hoje são cerca de 5.000 associados, distribuídos entre a zona rural de Viamão e Santo Antônio da Patrulha.

 

A Coopernorte do futuro

- Nós não deixamos de usar nenhuma tecnologia que possa melhorar o atendimento dos nossos sócios. Já fizemos muito nesta área, mas temos ainda muitos projetos a caminho – garante o quieto Jairton, tirando um smartphone do bolso.

Em poucos toques na tela o presidente abre um aplicativo no celular, cheio de caixinhas coloridas. Explica que através de um login e senha os associados poderão ver  a segunda via da fatura, relatar um problema no fornecimento de energia ou acompanhar um serviço que já tenha solicitado. Com mais alguns cliques mostra outra tecnologia utilizada pela empresa: o GPS. Jairton carrega no bolso informações sobre as equipes dos quase 50 funcionários da cooperativa. Consegue saber onde cada um dos caminhões está em tempo real, e qual tipo de serviço está realizando.

Tudo isso precisa de internet, e a qualidade do sinal na zona rural viamonense deixa muito a desejar. Pensando nisso a empresa está firmando parceria com a D1 Telecom, empresa viamonense que se gaba na internet e nos outdoores ser a “internet mais rápida do Brasil”  segundo o site “Minha Conexão”, que mede a velocidade da internet do país. A zona rural vai ter a mesma qualidade de sinal, por fibra óptica, que a cidade. A nova empresa vai usar os postes da Coopernorte e a tecnologia da D1 para colocar a cooperativa de vez no mercado das telecoms, inclusive com TV via fibra.

- Hoje o meu engenheiro consegue acessar um equipamento lá de Águas Claras enquanto janta com a família no MC Donalds, por exemplo. Conseguimos resolver problemas de energia bem mais rápido, mas a internet via fibra vai agilizar ainda mais este processo – ou seja, ganha a empresa e os moradores.

Tudo isso graças ao desmembramento da cooperativa em duas novas: Coopernorte Distribuição de Energia e Coopernorte Geração e Desenvolvimento. Esse segundo braço é o responsável por esses novos negócios na área de telecom, a instalação de placas solares nas Águas Claras e na parceira para a construção da nova sede da empresa, em Águas Claras. A nova casa da Coopernorte terá cera de 1.200 m² de área construída em um terreno de 8.700 m², cedido por um condomínio através de uma permuta que faz da empresa responsável pela energização dos lotes. Permuta semelhante foi firmada para construir o novo prédio comercial da cooperativa, que será erguido por uma construtora na atual sede da empresa. É ali que os cooperados poderão encontrar atendimento no centro da cidade, imprimir e pagar suas faturas por exemplo. O restante do prédio será alugado para outras empresas, o que vai engordar um pouquinho mais os cofres da cooperativa. Ao lado do prédio da Coopernorte a empreiteira vai construir um prédio residencial, uma contrapartida a obra.

Estes são os planos e metas de uma das maiores cooperativas do Rio Grande do Sul, que começou pequena e hoje é gigante, do tamanho dos sonhos de seus cooperados  que no sábado devem comparecer a sede campestre da empresa e referendar a equipe de Jairton por mais dois anos de mandato, o terceiro, que deve render até música no Fantástico.

 

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