Segunda, 15 de OUTUBRO de 2018

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natureza

A próxima edição será no dia 22 de setembro, sábado, a partir das 8h30min. Foto: Arquivo Pessoal.

Nas nascentes do Arroio Dilúvio

por Tainá Rios | Publicada em 19/09/2018 às 10h| Atualizada em 26/09/2018 às 18h07

... tem água potável!

Você não está lendo errado: as nascentes do dilúvio, vindas do Morro Santana, são límpidas e transbordam saúde e beleza natural. Há muito tempo, o dilúvio era um riacho que desaguava ao lado da Usina do Gasômetro. Em seu percurso estavam a Ponte de Pedra e o antigo Lago dos Açorianos. Com a urbanização da cidade, o Arroio Dilúvio foi canalizado para o curso atual.

Até 1950, apresentavam - em todo o seu percurso - águas limpas. Atualmente é uma das partes mais poluídas do Lago Guaíba e, segundo dados, avalia-se que cerca de 50 mil metros cúbicos de resíduos, terra e esgoto são despejados no arroio. A estrutura que todos conhecem – em taludes ao longo da Avenida Ipiranga – foi edificada em 1940, na administração do prefeito Loureiro da Silva.

O arroio nasce em Viamão, no Parque Natural Municipal Saint’Hilaire, onde são encontradas mais de 50 nascentes distribuídas entre 1.148 hectares.

Preservação da natureza

O projeto Caminha às Nascentes do Arrio Dilúvio é uma iniciativa do líder comunitário, e vereador de Viamão, Jessé Sangalli iniciado em 2016. Durante o passeio é possível apreciar a cidade viamonense de cima do Morro Santana. O passeio é gratuito e, a caminhada segue em ritmo leve para que todos possam acompanhar. A próxima edição será no dia 22 de setembro, sábado, a partir das 8h30min.

È recomendado uso de tênis apertado, calças e meias compridas, camisetas de manga comprida, óculos escuros, boné e protetor solar para o melhor aproveitar o passeio e a natureza. Cada participante deve levar água e lanches leves para consumir nos pontos de parada. A caminhada terá dois trechos principais: o primeiro, com duração de 30min e 1,1km, entre o ponto de encontro e a casa do Pai Nilsom de Oxum. O segundo ponto é uma caminhada de mais 1h e aproximadamente 2km de subida até o topo do Morro Santana.

O ponto de encontro será no terminal de ônibus do Campus do Vale da UFRGS, fim da linha dos ônibus Agronomia, T8, T10, Campus Ipiranga, Barra Shopping/UFRGS. O terminal possui estacionamento gratuito e livre para visitantes.

Confira a entrevista completa com o idealizador do projeto, Jessé Sangalli:

Diário de Viamão: Qual a motivação para criar este evento?

Jessé Sangalli: O morro Santana fez parte da infância e adolescência de boa parte dos adultos que se criaram em Viamão nos anos 80 e 90. Pais levavam seus filhos para caminhadas ao ar livre e o contato com a natureza para, além de tudo, apreciar a vista de cima de Porto Alegre e Viamão. Entretanto com a questão da insegurança, esse hábito que fora comum começou a se tornar raro.

Há aproximadamente cinco anos, através da associação do Jardim Universitário, fizemos a primeira caminhada orientada com o intuito de conhecer as nascentes do arroio dilúvio, com aproximadamente 40 participantes. Dessa experiência que se repetiu por mais algumas ocasiões, inclui a proposta de caminhadas orientadas para conhecer as nascentes do arroio dilúvio em minha plataforma de campanha a vereador no pleito de 2016, como algo que faria sistematicamente ao longo do mandato.

No ano de 2017, na ocasião de meu aniversário, dia 1º de outubro, resgatamos a ideia das caminhadas para que, ao mesmo tempo em que reencontrava amigos, fizesse com eles uma atividade prazerosa; deixando a participação aberta a qualquer entusiasta da natureza.

DV: Quantas pessoas já participaram da Caminha às Nascentes do Dilúvio?

Jessé Sangalli: Para nossa surpresa o evento de 2017 – a segunda edição - foi um sucesso, com 450 participantes de diversas cidades da região metropolitana, mas a maioria sendo porto alegrenses e viamonenses.

DV: Qual o principal objetivo dessa proposta?

Jessé Sangalli: O evento, que passa por uma das nascentes ainda potáveis do Arroio Dilúvio - na casa do Pai Nilsom de Oxum -, é uma oportunidade para que crianças de hoje e de ontem contemplem a natureza em um evento familiar e deslumbrante, em que boa parte dos comentários de quando chegamos ao topo se traduzem em perplexidade: "nem parece que estamos em Porto Alegre".

DV: Para você, qual o ponto mais marcante do passeio?

Jessé Sangalli: O passeio, cujo ponto de encontro se dá no terminal de ônibus do campus do vale da UFRGS, tem dois ápices. O primeiro é na casa do Pai Nilsom de Oxum, onde conheceremos uma nascente ainda potável do Arroio Dilúvio onde é possível (mas não recomendado) tomar água na nascente de um de seus afluentes. Após isso, quem quiser continuar numa caminhada - agora um pouco mais pesada - poderá caminhar para contemplar a vista de cima da cidade, onde é possível avistar o parque Saint Hilaire, o cemitério Jardim da Paz, o Lago Guaíba, o Gasômetro, o Aeroporto, Gravataí, Alvorada, Viamão e Porto Alegre.

Tainá Rios

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