Quinta-feira, 21 de NOVEMBRO de 2019

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O capoeirista empreendedor

por Tainá Rios | Publicada em 23/01/2019 às 11h06| Atualizada em 01/02/2019 às 14h52

Você já pensou em como vai ser o ano de 2019? No finalzinho do mês de janeiro, algumas pessoas arrumam as malas para as férias, outras saem em busca de novas oportunidades e tem quem conte as horas para voltar ao trabalho. Para o empreendedor Alexsander Vinicius da Silva, a realização dos sonhos começou ainda no ano de 2018.

Após 19 anos trabalhando como Técnico de Contabilidade, ele decidiu mudar de profissão. Buscava algo inovador, plural e que tornasse a rotina de trabalho mais prazerosa. Decidiu tornar o lazer da prática da capoeira no principal oficio. Começou com as aulas da graduação em Educação Física e agregou aos conhecimentos do curso Gestão Desportiva e de Lazer no Instituto Federal. As aulas gratuitas de capoeiras ganharam uma nova roupagem e tornaram os dias do ex-técnico de contabilidade mais leves.

- O tempo passou e revi as minhas estratégias das aulas de capoeira, passei a pensar em trabalhar com gestão desportiva e de lazer, porém, o que estava vendo na faculdade não me dava segurança para empreender. A certeza que eu tinha era que precisava conciliar a contabilidade, a educação física e a gestão do esporte e do lazer – explica o empreendedor.

Foi quando encontrou uma nova saída para as recentes dúvidas: o curso Empreendedor Cultural, uma parceria entre a Agência Besouro Fomento Social e o projeto RS Criativo do Governo do Estado.

- O curso da Agência Besouro me abriu os horizontes, pois a metodologia é simples de entender e muito objetiva, o curso durou cinco dias e sai de lá com o meu negócio pronto para começar – afirma Alexsander. 

 

O início de uma nova rotina

A semana de aulas foi muito produtiva. Logo nos primeiros dois dias, Alexsander criou o nome e a logo marca da nova empresa, realizou a pesquisa de mercado e, por meio de atividades práticas, conseguiu os primeiros contatos e o retorno de três possíveis clientes. A nova área de atuação é a consultoria em gestão de negócios nas áreas culturais, esportivas e de lazer.

- O nome da minha empresa chama-se 7&SETE CONSULTORIA EM GESTÃO. É em alusão a minha data de nascimento 07/07/77. Eles também nos auxiliaram a criar um slogan para o negócio o meu é ‘transformando idéias em negócios’ – conta o mais novo consultor cultural.

Atualmente, a nova empresa tem três clientes: uma academia de ginástica em Porto Alegre, uma fábrica de frutas em Viamão e uma escola de Canoas. Alexsander iniciou o empreendimento com R$ 50 e já fatura mensalmente em torno de R$ 2.150,00. O escritório fica em casa no estilo Home Office.

- Hoje atuo na consultoria em gestão cultural, esportiva e de lazer, minha função é levar soluções práticas para esses negócios, sejam eles projetos sociais ou não.  Atuo desde a questão de formalização até a prestação de contas, bem como a captação de recursos através de leis de incentivo – explica o empreendedor.

Os desafios do empreendedorismo cultural

Alexsander aprendeu capoeira em um projeto social e, durante as próprias aulas, atende crianças de comunidades carentes. Na busca por mais incentivo aos alunos e, principalmente, aos instrutores de projetos culturais que o ex-técnico em contabilidade decidiu conhecer de perto os desafios do empreendedorismo cultural.

- Vejo muitos capoeiristas passando necessidades ou tendo que trabalhar em outras profissões por não ver a capoeira como uma profissão ou como um produto cultural, assim como o pessoal da dança, teatro e comunidade cultural em geral – explica.

Além das dificuldades na captação de recursos para manter a cultura, também percebeu obstáculos para a gestão de carreira. Para o capoeirista as duas principais dificuldades foram: convencer as pessoas a olhar para a cultura como produto de alto valor agregado e as atividades como profissão e, a segunda é a quebra de paradigmas para as pessoas que se formalizando teriam mais oportunidades. Atualmente, Alexsander presta serviço de assessoria para um grupo de capoeira na questão de organizações burocrática para captação de recursos por meio de leis de incentivo.

- Certa vez, o titular do Núcleo de Estudos Afros brasileiros e Indígenas (NEABI) me relatou a grande dificuldade para contratar oficineiros de capoeira, pois como é um órgão público, necessita de notas fiscais e não encontrava nenhum grupo de capoeira "apto" a contratar com o setor público por não ter CNPJ e nota fiscal – relembra o acontecimento vivenciado ao participar da comissão de aferição da declaração de cotas raciais do IFRS campus Canoas.

E foi exatamente nesse momento que Alexsander percebeu a necessidade de empreender no setor cultural. Para ele, o melhor trabalho é realizar atividades com gosto e, principalmente, incentivar a cultura, deixando de lado as desculpas de capoeiristas e profissionais da área quando não conseguem trabalho por falta de estrutura, tempo ou capacitação necessária.

- Estou muito satisfeito, motivado e feliz com as imensas possibilidades de atuação do meu negócio e principalmente com a devolutiva social destes empreendimentos – complementa Alexsander.

Tainá Rios

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