Segunda, 17 de JUNHO de 2019

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Afinal de contas, por que dançar?

por Tainá Rios | Publicada em 28/05/2019 às 01h21| Atualizada em 29/05/2019 às 15h51

Quando falamos em arte, algumas pessoas torcem o nariz. Afirmam que tudo isso se trata apenas de uma distração, de um lazer ou um pequeno passatempo. Mas você já perguntou para um bailarino o que ele faz antes de subir no palco? É muito ensaio, muito suor e adrenalina.

Na última sexta-feira, Viamão foi palco da 4° Mostra Viamonense de Dança. Foram em torno de 300 bailarinos que apresentaram os mais diversos tipos de dança: teve coreografia cigana, africana, hip hop e danças inspiradas no mundo encantado da Disney.

Tudo isso aconteceu no ginásio de Cultura de Viamão. Por três anos seguidos, a mostra de dança em Viamão ocorria no bairro Santa Isabel. Mas esse ano, os organizadores decidiram centralizar as apresentações e dar mais oportunidades para escolas e estúdios do centro da cidade. Segundo o Secretário de Cultura de Viamão, Luciano Alves, esse é o espaço do povo, da cultura viamonense e que precisa ser mais bem utilizado.

Veja como foi a 4° Mostra Viamonense de Dança

Se você imaginou um espaço cheio de crianças está bem engano. Durante a sexta-feira, dia 24 de maio, os bastidores do evento estavam lotados de idosos, jovens, professores, amadores e iniciantes. Um verdadeiro festival de diversidade!

Da escola pra vida

O trio Black Dance surgiu nas aulas de dança do Movimento Cénico do Cesmar. Depois de umas anos aprendendo, os jovens iniciaram uma nova trajetória: agora independentes. As referências musicais são mulheres negras com discursos forte e empoderado.

Confira o depoimento dos integrantes no vídeo abaixo:

 

Quem organiza tudo isso?

Se subir no palco e dançar para uma plateia é cansativo, imagina estar por trás e organizar tudo isso? Esse foi o papel dos coreógrafos e proprietários de estúdios e escolas de danças de Viamão. Bruno Oliveira, do Studio Império, Analu Souza, do Estúdio Vibra Fitnes e Charles Marayla, ver nome do estúio, foram os responsáveis e incentivadores da mostra de dança. S

os professores, o evento tem características muito importantes para os alunos, para a comunidade e para a preservação da cultura na cidade de Viamão.

Veja o depoimento dos organizadores no vídeo abaixo:

 

Dançar por opção

O Centro Social da rede escolar Marista, mais conhecido como CESMAR, localizado no bairro Mário Quintana, de Porto Alegre, oferece as crianças exercívios físicos e de grupo, onde ocorrem capoeira, percurssão e atividades cênicas. Os jovens são atendidos nos turnos da manhã e da tarde. 

Para o professor, pertencer a arte é uma escolha de cada aluno e estar presente nas atividades é um grande passo. O professor vira apenas uma referência. O CESMAR apresentou duas coreografias: dança africana e Hip Hop.

- Dentro do Hip Hop, do grafite e do rap eu levo a oportunidade de novos conhecimentos para as crianças e também fazer com que a cultura se desenvolva dentro da comunidade - explica.

A Ana Beatriz, 13 anos, representante do CESMAR, subiu no palco para representar as danças africanas. Para ela, a mostra de dança foi a estreia em um grande evento com público. O Cleber Gustavo, 15 anos, também estreou no palco do ginásio, mas como dançarino. Ele é cantor de rap e já fez vários shows junto ao grupo. 

- Até então eu só cantava e dançava em casa. Mas a primeira experiência foi muito boa e eu descobri que posso desenvolver uns passos de danças - conta o aluno Cléber.

A representatividade

O grupo Dança e Teatro Movimento Cênico, também do CESMAR, apresentou duas coreografias: um mix de rirmos dançantes e um especial baseado na música da cantora IZA. Para as professoras Sílvia Maciel e Silvana Maciel, estar engajado com esse tipo de atividade auxilia na reflexão do que as crianças estão ouvindo e como estão dançando.

- Ao longo do tempo, eu fui aprendendo muito, me soltando e conseguindo encarar um palco com uma platéia grande assim - conta João Vitor Lopes de 14 anos.

Para completar, a professora e coreógrafa afirma que se dança com o corpo e o coração:

- A gente sempre pede que eles façam isso: dancem acreditando no que estão fazendo, mostrem o sentimento e o que realmente estão fazendo porque o resto acontece - afirma Silvia Maciel que também ocupa o posto de diretora do grupo cênico.

Tainá Rios

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