Quarta-feira, 14 de NOVEMBRO de 2018

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ainda sobre eleições

OPINIÃO | Quem vai surfar na onda laranja em Viamão?

por Vinicius Ferrari | Publicada em 17/10/2018 às 13h31| Atualizada em 21/10/2018 às 21h42

Quando nasceu, não faltou engraçadinho para fazer piada com o nome, sobretudo nas redes sociais. Afinal, não deixa de ser estanho um partido novo se chamar “Novo”. Na primeira eleição que participou os laranjas conseguiram eleger um vereador em Porto Alegre, Felipe Camozzato e na segunda, o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, Marcel Van Hatten, que na corrida de 2014, quando concorreu para estadual, ficou na primeira suplência dos Progressistas.

Mesmo tendo sido apenas o 4º mais votado em Viamão Van Hatten conseguiu convencer 3.140 eleitores viamonenses das ideias que pretende defender em Brasília. Parece pouco, mas não é. Se tivesse concorrendo a vereador, em 2016 por exemplo, Van Hatten seria o mais votado vereador da cidade, desbancando Maninho Fauri, que fez 3.002 no último pleito. Mateus Bandeira, candidato ao Governo do Estado, fez 3.370 votos entre os viamonenses, mais uma vez um número que parece pequeno, mas que quando ponderado que o Novo não tem vereadores na Câmara e nenhum candidato forte local, acaba se traduzindo numa votação excelente. Para refletir: PSOL com um candidato ao Senado e um Deputado Federal / vereador (que foi bem votado, para uma campanha pequena) trouxe para Roberto Robaina metade dos votos que o inexpressivo Novo de Viamão conseguiu para Mateus Bandeira.

Se em 2016 o NOVO não lançou candidatos no município, em 2020 essa história pode mudar. Além de Laura Ferraz, a viamonense que fez mais de 1.700 votos para a assembléia legislativa, o partido pode ganhar um representante de peso em 2020: o vereador Jessé Sangalli, eleito o 6º mais votado em 2016 com 1.790 votos e o projeto de levar a Ipiranga até Viamão.

Jessé chegou a divulgar a candidatura a deputado nas redes sociais, com direito a discurso no congresso tucano e tudo, mas não teve seu nome aprovado no PSDB para concorrer. Chateado, expôs as próprias feridas em uma carta aberta aos dirigentes do partido e durante a campanha pode ser visto fazendo campanha para Fábio Ostermann e Marcel Van Hatten, não só nas redes sociais como também nas ruas.

Se Jessé vai para o Novo ou não, o tempo dirá, mas como meus antecessores diziam nessa mesma coluna: notícia não engravida (nunca entendi o que quer dizer, se alguém souber me explica).

O certo disso tudo é que o Novo cresceu no Brasil inteiro (inclusive com candidato no segundo turno em Minas), numa proporção curiosa. Alguns podem até lembrar do PSL, que até dia 6 de outubro não passava de um naniquinho e que agora terá a segunda maior bancada da Câmara Federal, mas são farinhas diferentes, de um saco quase igual. O PSL tem um líder popular, que puxou votos para os deputados e senadores, assim como o PT faz a anos com o Lula. No caso do Novo não há uma figura de peso, alguém que seja “a cara do partido”.

Os laranjas viamonenses, e aqueles que ainda vão alaranjar, tem um pouco menos de dois anos para consolidar as caras do partido em Viamão e torcer para que a onda de votos de 2018 não vire uma marolinha na eleição municipal.   

Tainá Rios

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