Quarta-feira, 01 de ABRIL de 2020

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Diego Souza, atacante do Grêmio, sofrendo mais uma falta

Coluna do Cristiano Abreu - Não há nada mais chato que comentar estatísticas depois de um Grenal

por Cristiano Abreu | Publicada em 13/03/2020 às 00h| Atualizada em 19/03/2020 às 19h43

Eu não sou analista de desempenho. E sempre detestei esses "futstats" com seus "mapas de calor", média de chutes e gourmetizações afins. Não me interessa saber em que terço do campo o fulano joga, ou quem teve mais a posse de bola nos dez minutos iniciais. Isso é chato, e nada além do nome do campeão vai gravado no troféu depois do título.

Na arquibancada o que interessa é ganhar. Futebol não é matemática para o torcedor, justamente por não ser exato, por ser imprevisível, surpreendente, inacreditável. Se fosse diferente disso, seria enfadonho, não teria vinculação com a massa, pois estaria além da compreensão - e da emoção - coletiva.

Estatística só serve para imprensa encher a grade de programação de rádio e TV, rendem até belos gráficos em páginas inteiras de jornais. Ou servia. Pois agora, na falta de títulos, até mesmo vitórias, se apela para os números, na tentativa de consolar a frustração do torcedor.

Talvez por isso tudo é que eu não tenho paciência para essa conversinha de "quem jogou melhor", "quem chutou mais", "quem merecia a vitória". Campeão é quem ergue a taça, e nem sempre é o melhor. Se não fosse isso, não haveria mundial lá no lago - e eu não teria rido tanto do Mazembe day.

Nesta sexta-feira (13), só o que se escuta é "quem jogou melhor o Grenal?". A coisa é tão ridícula que a IVI promove debates sobre quem bateu mais na confusão. São sete clássicos sem o time do lago vencer o Grêmio. Aí só sobra a estatística para eles.

Tem vermelho hoje comemorando que teve mais bola na trave. Que passaram dez minutos do segundo tempo com mais posse de bola, sem falar dos memes celebrando o MMA da noite anterior. O que não contam é que, no campo, o que prevaleceu foi a velha lei da bola: um time inferior tecnicamente tenta equilibrar o jogo na imposição física, na motivação.

E a própria estatística, que tanto gostam, mostra o que não querem ver: tentaram parar o Grêmio na falta. Tanto forçaram, que o jogo terminou em pancadaria. Ficaram com um empate e o "título" de "campeões de chutes na trave". Mas, apesar dos meandros, já são sete Grenais que não perdemos.

Cristiano Abreu

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