Segunda, 06 de JULHO de 2020

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coluna da ana

Solo para o mar

Publicada em 10/02/2020 às 20h54| Atualizada em 27/02/2020 às 11h26

Os olhos daquele corpo em caminhada se estendiam para além do horizonte. De longe, muito longe um pontinho aparecia na paisagem, envolta  pela maresia do entardecer.A imagem poderia ser de uma pessoa ou de um guarda-sol. Seja qual fosse a imagem, a coisa parecia imóvel. Qualquer coisa imprevista.

 Após uns minutos de passos em marcha lenta, acabou o mistério: Era um homem. Um instrumentista. Cuja imagem  de longe, não era nítida.Ele buscava um estranho prazer tocando saxofone para o mar. Que com o barulho das ondas deixava o som de seu instrumento minimizado. A música era atração por alguns instantes .Para ele e para o mar.

 Não havia mais ninguém nas proximidades. Mas a curiosidade ensejou a pergunta: “Aqui nesta solidão, o que o senhor busca tocando para o mar”? Ele respondeu: “É prazer.O meu prazer”.  Estranho. Normalmente as pessoas tocam para platéias. Não para a imensidão das águas do mar. E em horários outros. Não no crepúsculo.

Seguindo a caminhada, o pensamento. Aquele homem deveria estar certo. Há seres no mar. E a música atravessa dimensões. Por que não aquele solo? Que por certo traria tranquilidade para a sua alma. Na paz da neblina, portal dos Deuses. Quem sabe alguma sereia o estará escutando? Quem sabe o mistério que emana do mar  lhe dará poderes, dos quais nós humanos desconhecemos.

A família do saxofone é composta por sete tipos, que são: sopranino, soprano, alto, tenor, barítono, baixo e contrabaixo. Nessa ordem, eles estão organizados do mais agudo ao mais grave, do menor ao maior. Mas o saxofone do estranho músico da praia tinha uma característica. Estava um pouco enferrujado na parte lateral. A imaginação de quem o observa, navegou. Com o inusitado daquela música e com o estado de seu instrumento.

 Estaria aquele homem voltado à terra, após  ter naufragado?Como os músicos que não pararam de tocar com o afundamento do Titanic? Seria um ser viajante do espaço trazendo paz musical aos terráqueos? O  fato  era muito diferente e  interessante. Deve existir metamorfoses e fenômenos sobrenaturais. E aquela aparição em meio à neblina era real. Não era só um pensamento.  Salve o Saxofone! Salve a música! E salve as profundezas do mar. É lá que deve existir muitos segredos. 

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Cristiano Abreu

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