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Crise

Um remédio amargo para a saúde do comércio de Viamão

por Cristiano Abreu | Publicada em 19/03/2020 às 00h| Atualizada em 01/04/2020 às 13h05

Fecosul e sindicatos do Comércio filiados pedem reunião para adoção de medidas que protejam os comerciários do COVID-19

 

A Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do RS (Fecosul) e os sindicatos filiados, entre eles o Sindicomerciários Viamão, solicitaram reunião de urgência com a Fecomércio RS para estabelecer medidas de proteção da  saúde dos comerciários, principalmente os que atuam em serviços essenciais, como farmácias e mercados.


Segundo o presidente do Sindicomerciários Viamão, Paulo Ferreira, a preocupação é a propagação direta do vírus entre os profissionais e seus familiares.

- Nossa preocupação está com os milhares de trabalhadores e trabalhadoras do setor, que além de terem um contato cotidiano com a população atendida no comércio, circula por coletivos urbanos, tornando desses hábitos um caminho para a contaminação do coronavírus” - aponta Ferreira.


A Fecosul e as entidades de todo o RS aguardam uma sinalização da Fecomércio para determinar quais medidas serão tomadas. Eu trouxe aqui ontem a preocupação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Viamão (ACIVI) sobre o tema. O presidente da entidade, Luiz Pereira, acompanha as orientações dos órgãos públicos para evitar a propagação da doença, porém, temendo o impacto na atividade econômica local, pede cautela.

Enfim, vai ser difícil, porém necessário, encontrar meio termo. 

 

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Medidas rápidas

 

Enquanto isso, o governo do Estado atualiza suas diretrizes de combate ao vírus menos de 24 horas depois de divulgadas. E todos fazem bem.

 

Justifico:

A crise exige movimentos rápidos, a cada dia surgem novas informações, multiplicam-se o número de casos – que se aproximam cada vez mais de Viamão. Todo remédio que aparecer deve ser usado, mesmo que o gosto seja amargo.

Nas guerras da antiguidade, a mais ingrata das funções era a do mensageiro, que pagava com a própria vida pelo mau presságio que transmitia. Há quem tema pelos efeitos das medidas adotas aqui – a exemplo de Porto Alegre –, mas ninguém discorda do perigo que é o covid-19 – em sã consciência, pelo menos, não deveria.

Apesar de não ser um hábito capitalista, agora, a vida vem em primeiro lugar, a economia depois.

 

Casos "vizinhos"

 

Porto Alegre já tem pelo menos 28 casos de infecção pelo coronavírus. Na tarde desta quinta-feira, o primeiro registro, envolvendo uma jovem de apenas 24 anos, foi confirmado em Alvorada. Pipocam a cada hora as estatísticas – sempre crescentes – no Rio Grande do Sul.

Está na hora da população levar esta crise a sério.

 

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